7 de jul de 2009

Encontro de Gerryanas em São Paulo - Parte II

Momento hilário do encontro.... Márcia em sua performance de Érik... kkkk foi muiiito bom!!!! Rimos muito... e ela foi perfeita!!!! Acompanhem as fotos e confiram se não falo a verdade!!!!




Eu chorei literalmente de tanto rir.....

Hellaine não ficou muito atras também.... deu uma boa gargalhada!!!
Depois foi a vez da Roseli.... kkkkk

Voltou pra mim... que ainda estava rindo muito.... kkkk
Calma.... ela não está me enforcando... mas vocês se lembram desta cena???

Eu não podia deixar de dar um grande abraço nesta amiga Gerryana querida com sua performance.... foi show!!!! Márcia é motico de grande alegria em nossas vidas... uma doce menina mulher!!!
Meninas... ainda tem mais um pouquinho do encontro... foi maravilhoso!!! Em breve postartei mais!!!
Beijão
Cassinha













30 de jun de 2009

III Encontro Gerryano Paulista!!! Parte I




Mais um lindo encontro Gerryano....


Dia 27 de junho, sábado, a partir das 11 horas no Shopping Boulevart Tatuapé - São Paulo ( capital), aconteceu mais um maravilho econtro Gerryano.

Estiveram presentes 7 ( sete) Gerryanas: Roseli, Marisa, Isabella, Angel, Márcia, Hellaine e eu!!! Foram momentos inesquecíveis e muito divertido!!!

Algumas amigas reencontrei ( Roseli, Angel e Hellaine) e outras tive o imenso prazer de conhecer ( Marcia, Marisa e Isabella) !!

Várias Meninas que foram convidadas, infelizmente não puderam estar presentes, mas foram lembradas a todo momento carinhosamente!!!


Foram muitas emoções ( como já dizia Roberto Carlos...rsrsrs). Vou tentar descrever os momentos hilários e deliciosos do encontro. Não tenho a mesma desenvoltura que a Lucy em expressar os sentimentos de cada uma, mas tentarei passar as mesmas emoções!!!


Eu cheguei por volta de 10h 30 em São Paulo, juntamente com meu marido Pedro, filha Bárbara e amiga da filha Maline!! E a emoção já começou por aí.... encontrei Hellaine.... minha amiga querida e de todos os dias!! Batemos ponto no MSN e orkut diariamente... Considero-a como minha irmã mais nova!!! ( Por que filha eu estaria entregando minha idade....rsrsrsrs).
Despedi-me de minha família que tomaram outro rumo em São Paulo, Galeria do Rock e, eu e Hellaine fomos ao nosso destino daquela tarde que prometia!


No caminho, eu e Hellaine convesando e matando a saudade ouço alguém chamando no meio do corredor de acesso ao shopping boulevart:
" Cassinha.... Cassinha!!!"
Não acreditei... alguem estava me reconhecendo!!!! Olhei e era ela... Márcia!!! Foi muito emocionante.... Nos conhecemos apenas pelo orkut e MSN.... e ela me reconheceu.... foi lindoooo!!!
Nos abraçamos fortemente e apresentei-a a Hellaine que ainda não conhecia.
Continuamos no corredor rumo a loja Marisa ponto de encontro com as demais Meninas. Achamos um banco a frente da loja, igual aos de praça, sentamos e ficamos aguardando as demais Gerryanas.
O celular tocou e era Isabella.... fiquei triste pois achei que ela estava ligando pra desmarcar!!! Mas não... ela estava toda empolgada e apenas ligou pra nos comunicar que chegaria um pouco atraada!!! Fiquei muito feliz e continuamos n ansiedade da espera!!!
Em seguida chega Roseli... tadinha... cansada (com bolo não mão depois de vir de ônibus e metrô!!!) mas com aquele sorriso meigo, carinhoso e acolhedor, que quem a conhece, sabe do que estou falando!!!
Foi recepcionada carinhosamente pela Marcia e Hellaine.
Marcia nos presenteou com várias coisas lindas e dentre elas, a estatueta do Oscar para o Gerry, gravado e tudo!!! A emoção tomou conta.... Roseli não esperava por esta.... Dá pra perceber pela carinha de alegria!!!



Ficamos alí mais um pouco admirando o Oscar e o boneco Leônidas quando surge Marisa!!! Que show de mulher!!! Vistosa... maravilhosa... carinhosa!!!! Foi demais e pesenteou a Roseli com a Revista que o Gerry saiu na capa do Men's Health... uh uh uh... que linda a Revista!!!! Foi mais um apetrecho para o nosso encontro!!!



A hora já estava passando e não chegaria mais ninguem pois tanto Isabella quanto Angel, ambas já tinham avisado que se atrasariam. Então nos encaminhamos ao cafézinho antes de irmos a Praça de alimentação.
Não demorou muito Angel chegou e em seguida Isabella com seu filho Artur, o mascotinho do encontro.
Angel... o prório nome diz... um anjo!!!! É um doce de menina... é a minha filhona!!!rsrsrsrs Além de linda por fora é belíssima de coração!!!
Isabella... é "bella" mesmo!!! Não a conhecia ainda... é um encanto!!! Seu filho é uma graça... sorridente, esperto... alegrou nossa tarde!!!
Tomamos um capuccino... e com certeza tinha alguma coisa nele que deixou Márcia mais "doidinha" que é naturalmente....kkkkk .... mas esta loucura, deixarei para um proximo post...aguardem!!!!!





Beijos com carinho.... e até a próxima!!!
Cassinha











28 de jun de 2009

III Encontro Gerryano Paulista!!!


Olá queridas Gerryanas... aguardem... estarei postando o III Encontro Gerryano Paulista aqui neste nosso cantinho!!!Estou aguardando mais fotos... e aí vai ser uma festa só!!!
Beijão da Cassinha




18 de mai de 2009

Luto...



Meu Desabafo...
Saudades da amiga Paty Esber
By Lucy




Olá, minhas queridas amigas Gerrymaniacas. Hoje venho até esse nosso cantinho com o coração amargurado, tão apertado que parece que vai explodir dentro do peito.
Relutei, por um tempo, em fazer esse post, pq não estou com a serenidade necessária para fazer um justo tributo a nossa amiga Paty Esber, mas, por outro lado, penso que não poderia deixar de escrever algumas palavras.

Minha homenagem vai à forma de agradecimento por tanta doçura que a Paty sempre teve comigo e, com certeza, com todas as demais gerrymaniacas. Infelizmente, só vim a conhecer a Paty nesse ano, mas apesar dos poucos meses de convívio, foram o suficiente para reconhecer o grande ser que ela é, a mãe amorosa, a filha devotada, a amiga tão meiga e querida, uma belíssima mulher que com certeza o Gerry jamais esqueceria, se tivesse tido o prazer de conhecê-la...



A gente sempre comentou nos blogs que a amizade que une as gerryanas é muito forte, é inexplicável para muitas pessoas que não compreendem como isso é possível. E pensando bem, fica mesmo difícil para as pessoas que não estão nesse nosso círculo entender como diversas meninas espalhadas pelo Brasil, com gênios e gostos diferentes, podem se tratar como amigas só pelo fato de estarem unidas por um sentimento de amor a Gerard Butler. Mas não é só isso. Esse amor pelo Gerry nos uniu num primeiro momento, mas o que nos mantém conectadas é o amor que passamos a nutrir uma pelas outras, como também o respeito, o carinho e os bons sentimentos que sempre tentamos passar através de nossos recadinhos, cartões e todos os meios pelos quais conseguimos nos comunicar.

Talvez seja difícil para as pessoas entenderem porque atualmente o amor desinteressado e incondicional está em desuso em nosso planeta. Como é possível gostar de alguém que só mantemos contato por meio virtual? Como podemos falar coisas de nossa vida íntima a amigas virtuais que não falamos a outras pessoas com as quais convivemos no cotidiano? Sim, essa é a pergunta que muitos fazem e que fica sem resposta. Mas é simples: basta ter o coração aberto e uma vontade de doar os melhores sentimentos ao semelhante, como tb ter a humildade para receber dele o bem que ele puder nos trazer. E isso, amigas queridas, nós temos – a sorte de ter uma relação de amizade verdadeira que nos traz conforto em todas as horas.

Como todas as gerryanas, levei um choque ao saber do passamento da Paty e, depois que soube a forma tão prematura e cruel como se deu, um sentimento enorme de revolta, angústia e desespero tomou conta de mim. E não dá para ser de outro modo, pois a injustiça é o pior dos sentimentos, o mais doloroso, a dor da impotência diante de uma barbárie é muito frustrante, desalentadora...

A Paty sempre foi uma mulher guerreira e sonhadora como todas nós, que muitas vezes nos deixamos levar pela crença de que somos seres capazes de extrair algo de bom de cada ser humano e que lutava para encontrar a tão almejada felicidade. Muito sensível, parecia saber o momento exato para nos mandar um recadinho especial, palavras certeiras que alegravam os nossos corações e nos enchiam de esperança.

Estou ferida, amargurada, assustada, este é o meu desabafo. Sei que estas são palavras duras, mas não daria para escrever de outra forma, porque é o que estou sentindo no momento. Agora, infelizmente, não há nada que possamos fazer para trazer a Paty de volta ao nosso convívio. E o que podemos pedir é simplesmente que seja feita justiça. Mas será que haverá justiça? No nosso país, infelizmente, as leis são muito brandas e sabemos que esse assassino não terá a pena que merece ter, que no meu humilde parecer seria a pena de morte. Mas consolo-me com a certeza de que Deus tudo sabe e tudo vê e as leis divinas são justas e certeiras.

Mas não quero deixá-las ainda mais triste. Agora, temos que fechar os olhos e lembrar da Paty com muito amor, para que nossos bons pensamentos cheguem até ela e a encham de carinho e alento. Não consigo entender como isso aconteceu, mas apego-me à crença de que os Anjos do Altíssimo a estão rodeando com sua sagrada luz para que ela se tranquilize e se fortaleça para poder vivenciar em sua nova morada, que com certeza será num lugar muito melhor, livre das dores e do cansaço do corpo físico, ao lado de amigos, dos entes queridos e dos Anjos de Deus, cercada de muito amor, luz e paz.

Esse é o momento de chorar, de por pra fora a tristeza, mas também de nos apegarmos a fé. O desespero, diante do ocorrido, é normal. Mas quando a tristeza e a saudade se fizerem insuportáveis, devemos nos lembrar que ela está viajando, está bem e também quer nos ver bem. Só mesmo a fé, nessas horas, é que pode nos sustentar e impulsionar adiante. Coragem, amigas, esse é o conselho que eu estou me dando também... É muito importante que todas façamos uma corrente constante de orações à família da Paty para que Deus lhes dê muitas forças para prosseguirem em sua jornada.

O nosso mundo é injusto, cruel e mesquito, mas agora a Paty estará descobrindo novas paragens, lugares em que só há espaço para o amor... o amor que ela sempre carregou em seu dadivoso coração... o amor que ela sempre nos presenteou... o amor...♥




Esse foi o ultimo recadinho que ela me mandou, postado no dia treze desse mês...


Hoje, termino esse post em lágrimas,
deixando mil e um beijinhos recheadinhos de carinhos
a nossa doce amiga Paty Esber...♥

17 de mai de 2009

LUTO




Nossas homenagens hoje são para uma amiga muito querida que acaba de nos deixar de forma inesperada e trágica. O nome dela era Patrícia Esber, uma pessoa cheia de vida, alegria e que vai deixar muita saudade entre todos que a conheceram. Gostaria de deixar registrado aqui os meus sentimentos para a sua família e seus filhos. Deus os abençoe e lhes dê forças para enfrentar este momento tão difícil.
Infelizmente, as palavras bonitas me fogem nesta hora, tal a tristeza que sinto. Sei que outras amigas também estão rendendo suas homenagens à nossa querida Paty, como a Tânia ( http://gbtbs.blogspot.com ), sua companheira de blog e a quem gostaria de mandar um beijo especial, pois imagino a sua dor; e a Pati ( http://erikofantasmadaopera.blogspot.com ), sem falar nas comunidades do Orkut das quais ela participava ( Gerard Butler, Gerrymaníacas, entre outras) que estão em luto também.
Deixo aqui uma foto da Paty, que acredito representar melhor o seu espírito e o local onde ela deve estar agora. Um grande beijo, minha amiga linda...


18 de abr de 2009

Amor em Cena - 7ª parte

Não contendo mais as lágrimas, começou a chorar convulsivamente. Não sabia o que pensar. O que o teria feito agir ou pensar daquela maneira? O episódio das flores não era, caso contrário eles não teriam passado um fim de semana tão bom. A não ser que Gerry tivesse representado o papel de apaixonado o tempo todo, enganando-a perfeitamente. Não podia ser isso. Ele não era um canalha. Mil pensamentos a rondavam. Talvez toda esta encenação fosse apenas uma desculpa para não vê-la mais. O seu medo inicial concretizava-se? “Não pode ser isso...Ele não é assim...Não posso ter sido enganada desta forma...” Precisava haver uma explicação plausível para o comportamento dele.
Quando conseguiu acalmar-se, ainda relutava em aceitar a idéia de Gerry ser um mau-caráter.. Foi aí que lembrou do que ele havia dito sobre sites de celebridades. Buscou seu laptop, últimamente esquecido. Entrou na internet e começou a procurar os lugares onde tantas vezes ela havia buscado por informações a respeito de Gerard Butler. Finalmente, em um deles, encontrou o que deveria ter sido o causador do comportamento dele. Lá estava a sua foto, beijando Alejandro, como dois namorados. O ângulo e o modo como ele a segurava pareciam não deixar dúvidas quanto ao tipo de beijo – o mais apaixonado. Uma tremenda armação. O pior de tudo era o texto que acompanhava a foto:
“O irresistível Gerard Butler, conhecido como grande conquistador, foi traído por sua namorada com um desconhecido”. O resto do texto era debochado e humilhante para Gerry. Agora ela podia entender o porque dele estar tratando-a daquele jeito. Como devia estar sentindo-se enganado. Talvez até estivesse pensando que tudo não tinha acontecido para pegar um papel no filme, levando em conta a última frase dele. A cabeça de Daniela girava e tentava ordenar os pensamentos. Precisava falar com ele para esclarecer tudo. Ele não podia acreditar que ela o tivesse traído por uma notícia num site de fofocas. Nem que tivesse que ir até Los Angeles, resolveria aquele mal entendido.
Voltou a chorar, indignada com a injustiça que estava acontecendo.Logo agora que tudo parecia estar dando certo, depois de um final de semana perfeito...Não era justo. Aquilo não podia ser o fim.
Eve e Steve chegaram ao apartamento, enquanto ela ainda estava diante de seu notebook, tentando secar as lágrimas. Ela mal conseguia falar, quando eles indagaram sobre o que tinha acontecido. Steve resolveu deixar as amigas sozinhas e despediu-se de Eve.
_ Acalme-se, Dani... Agora que o Steve se foi, me conte o que aconteceu que a deixou neste estado.

Dois dias depois, Daniela já estava decidida a viajar para L.A., afim de conversar cm Gerry. Tinha certeza que numa conversa sincera, olho no olho, conseguiria reverter a situação e fazê-lo acreditar nela. Estava distraída na Internet procurando pelo menor preço de uma passagem aérea para a Califórnia, quando o telefone tocou.

Após a última conversa com Daniela, Gerry estava arrasado. A sua voz doce e os sinais de desespero aparentemente sinceros emergentes durante o telefonema colocaram dúvidas na sua mente. Talvez tudo não passasse realmente de um engano. Ele estava com seu orgulho de macho ferido pelos comentários cáusticos do texto junto àquela foto comprometedora. Afinal era um local de fofocas. Quantas vezes já o tinham fotografado com amigas em determinadas situações que levavam a crer que havia uma intimidade maior do que a real. Mas havia as flores no apartamento. Será que Eve teria dito a verdade? Não estaria só protegendo a amiga? Com o desenrolar do fim de semana acabou por esquecer aquele assunto. Mas ao ver a matéria e a foto, aquilo voltou a incomodar. Realmente ele parecia não ter sorte com as mulheres. Quando finalmente achava que tinha encontrado a pessoa certa...
Nos dias posteriores, não conseguiu encontrar graça em nada do que fazia. Até que, ao sair de uma casa noturna com amigos, que tentavam animá-lo, viu um grupo de paparazzi, interessado em fotografar Paris Hilton, que estava no mesmo local com seu novo affair.


Entre os abelhudos, ele viu um rosto conhecido. De repente, tudo que acontecera encontrara uma explicação. Ele só tinha que certificar-se pessoalmente. Disse aos amigos que tinha de resolver um assunto pessoal e despediu-se deles. Ficou aguardando que o homem, segurando um bloco de anotações, se despedisse dos fotógrafos, que continuariam a perseguição de Paris, e passou a acompanhá-lo sem que ele percebesse. Quando se sentiu seguro de que não haveriam curiosos os observando, antes que o outro alcançasse seu carro, Gerry segurou-o pelo braço e o fez virar-se de frente para ele.
_ Está estendendo as suas férias, “Juan”? – perguntou, ironicamente.
O outro levou um susto ao ver Gerry encarando-o ameaçadoramente. Olhou para os lados, mas não viu sinal de socorro.
_ O que houve? Está com medo? Por quê? – continuava Gerry, sabendo que estava conseguindo aterrorizar o outro.
Alejandro tentou fugir, mas foi impedido pelo ator, que o imprensou contra um dos carros estacionados.
_ Agora você vai me explicar direitinho quem você é e o que teve a ver com aquela história de traição da Daniela.
O homem, antes seguro e galanteador, parecia estar prestes a ter um distúrbio intestinal, tal o medo da situação em que se encontrava.
Não foi difícil para Gerry obter a confissão completa do cafajeste, agora desmascarado.
Ainda naquela noite ligou para o celular de Dani, mas não houve resposta. Parecia estar fora do ar. Esperou o dia clarear e tentou outras tantas vezes, sem conseguir contato.
No final da tarde, após cancelar alguns compromissos daquela semana, pegou um vôo direto para Nova York. Chegando lá, foi direto para o apartamento de Daniela, onde foi atendido por Eve.
_ Olá, Eve. Onde está a Dani? Preciso muito falar com ela..
_ O que aconteceu? Chegou a conclusão que estava errado? – perguntou ela, com certa irritação e cinismo.
_ Olhe, eu preciso falar com ela e pedir desculpas por tudo que aconteceu. Onde ela está?
_ Acalme-se. Sente-se aqui um pouco – ela percebeu que ele estava legitimamente angustiado – Dani me contou tudo. Ela estava desesperada com a sua atitude. Só entendeu a sua atitude ao ver a foto e o comentário, totalmente enganosos, na internet. O que o fez mudar de atitude?
_ Encontrei Alejandro. Ele era, na verdade, um dos jornalistas que trabalham para aquele jornaleco de fofocas.
_ Não acredito – disse Eve, com cara de espanto – Então, foi tudo uma armação?
_ Felizmente ou infelizmente. Agora tenho que dar um jeito de me desculpar com a Dani.. Por favor, Eve, me diga onde eu a encontro?
_ Ela está no Brasil, Gerry.
_ O quê? – sua face empalideceu e ele deixou-se cair sentado sobre a poltrona da sala – Mas o que ela está fazendo no Brasil? Ela foi embora? Sabe quando ela volta?
_ Não sei. Ela estava pronta para ir atrás de você para tentar se acertar com você, quando recebeu um telefonema da mãe, avisando que a sua avó tinha sofrido um enfarte e que estava muito mal. Ela não teve outra alternativa a não ser viajar imediatamente. Ela tem adoração por esta avó e acho que só vai voltar para Nova York quando o seu problema de saúde estiver resolvido. Ela estava muito abalada quando partiu e totalmente dividida entre lhe ver e ir ao encontro da avó, que também é muito importante na vida dela.
_ Eve – disse ele, recompondo-se aos poucos – Você tem o endereço da casa de Daniela lá no Brasil ou, pelo menos, o nome do hospital onde a avó está internada?
Eve sorriu ao imaginar o que Gerry estava pensando em fazer.
_ Claro! O que você pretende fazer?
_ Eu vou até lá. Só preciso saber onde encontrar a Daniela.
Eve vibrou com a informação e deu todos os endereços que ela dispunha e telefones, dados por Dani antes de partir.
Nas horas seguintes, Gerry embarcou no primeiro vôo que conseguiu para o Rio de Janeiro.
Eve teve o cuidado de ligar para Dani antes, para saber notícias sobre a saúde da velha senhora. Ficou sabendo que ela já tinha tido alta da UTI e que estava em um apartamento, recuperando-se. Conseguiu manter segredo sobre a ida de Gerry, a muito custo, a pedido de dele.
Ao chegar, ele conseguiu hospedar-se no Copacabana Palace, onde já tinha estado de outra vez. Assim que largou as malas na suíte, tomou um banho para espantar o cansaço da viagem, vestiu uma calca jeans e uma camiseta branca e saiu. Solicitou um táxi na recepção e seguiu para o hospital, na esperança de encontrar Dani por lá. Após algumas orientações, conseguiu achar o caminho para o quarto de D. Ana. Bateu de leve na porta.
Daniela quase desfaleceu ao ver Gerry a sua frente, lindo como nunca, apesar da aparência de cansado.
_ Gerry! – disse com a voz trêmula de emoção, fechando a porta atrás de si – O que você está fazendo aqui? – Parecia não acreditar no que estava acontecendo.
_ Podemos conversar num lugar mais reservado? – disse ele, aproximando-se dela, pegando sua mão, com olhar de súplica – Estava com saudades.
Aproximou-se, colocando a mão dela sobre o seu tórax, enquanto seu outro braço a enlaçava pela cintura. Dani não resistiu e com a mão livre tateou o rosto de Gerry, como se precisasse deste toque para acreditar que ele estava ali de verdade. Um beijo longo e apaixonado foi inevitável quando seus olhares se cruzaram tão próximos. O fato de estarem em um corredor de hospital não foi empecilho para esta demonstração de carinho.
_ Acho melhor sairmos daqui – disse Daniela, assim que recuperou-se da sensação de levitação provocada pelo beijo de Gerry – Tem uma cafeteria no segundo andar onde podemos conversar. A esta hora do dia geralmente tem pouco movimento por lá.
Enquanto ela o levava pela mão, através do corredor, ele perguntou:
_ E a sua avó? Está melhor?
_ Graças à Deus, está se recuperando. Minha mãe está com ela. Depois eu o apresento a elas, se você quiser.
_ Claro que quero, mas precisamos conversar antes.
Daniela o guiou até o amplo salão onde funcionava não só uma cafeteria, como também um restaurante, para uso de externos e acompanhantes dos pacientes. Sentaram-se em uma mesa próxima a um janelão com vista para os jardins do hospital, nos fundos do refeitório. Pediram um café e começaram a conversar enquanto aguardavam seu pedido.
_ Gerry, fiquei tão desesperada quando ouvi você flar aquelas coisas no telefone, mas entendi o porquê quando vi a foto na internet. Já estava decidida a ir atrás de você em L.A. para tentar explicar aquilo, quando minha mãe ligou com as notícias sobre a minha avó.
_ Eu sei. A Eve me contou.
_ Nada daquilo é verdade. Aquela foto não representa a realidade.
Ele a interrompeu e segurou sua mão:
_ Não precisa me explicar nada. Já sei que tudo não passou de uma armação de um repórter desqualificado que se apresentou a você como Alejandro.
_ O quê? Ele é repórter?
_ Sim. Eu o encontrei poucos dias depois de falar com você. Consegui pega-lo e o fiz confessar tudo.
_ Não acredito...Porquê ele faria isto comigo?
_ Não foi a você que ele queria atingir, mas a mim.
_ Como? Porquê?
_ Há algumas semanas atrás aconteceu uma confusão envolvendo a mim e a um colega de Alejandro, que na verdade chama-se José Domingues. Eu estava saindo de uma casa noturna e este repórter passou a perseguir-me de carro, de forma perigosa, colocando em risco transeuntes e outros motoristas. Mais um paparazzi sem noção. Fui obrigado a parar a perseguição para pedir que parasse com aquela maluquice. Ele desceu do carro e começou a gritar para que eu não batesse nele, fazendo o maior escândalo. Como viu que eu não estava sendo agressivo, começou a me ofender de todas as maneiras em tom baixo de voz. Aí não resisti e acabei por esbofeteá-lo, para ver se ele parava de dizer besteira. Bem depois disso, fui embora e ele armou um circo em torno do fato. Não sei como, pois não o machuquei na hora, ele foi parar num hospital para levar pontos na boca e dirigiu-se a uma delegacia para dar queixa. Fui chamado a depor alguns dias depois, mas como tive testemunhas a meu favor, o caso não deu em nada. Domingues, o Alejandro, parece que tomou as dores do amigo e passou a me seguir. Quando nos viu juntos chegando em L.A., tratou de aproximar-se de você, dizendo que era um turista que estava hospedado no mesmo hotel. Criou situações para provocar ciúmes em mim, nos fotografou junto, insinuando que éramos namorados. Quando ele soube que você ia voltar para NY, seguiu-a, acompanhado de um fotógrafo, para conseguirem a cena da foto.
_ Sim...Eu lembro que Eve falou no dia, que tinha visto alguém fotografando o momento em que Alejandro me encontrou na saída do Actor’s.
_ Pois é...Ele criou a situação e praticamente pousou com você para que o fotógrafo tirasse aquela foto. Depois tentou me humilhar com aquela reportagem ridícula. O pior é que ele, sem saber, provocou um mal muito maior... – ela o olhou curiosa em saber qual teria sido este mal – Foi me fazer pensar que havia me enganado com você e que tinha perdido a mulher por quem me apaixonara.
Aquelas últimas palavras de Gerry fizeram Daniela esquecer de tudo que sofrera e provocaram um arrepio que percorreu todo seu corpo. Não conseguia desviar seu olhar daqueles lindos olhos esverdeados, brilhantes e sinceros que a encaravam agora.
_ Gerry... – ela buscou as mãos dele e as apertou entre as suas – Eu nem sei o que dizer...
_ Então só me responde uma coisa. Você ainda quer ficar comigo? Sei que fui um estúpido e grosseiro com você...
Antes que ele pudesse continuar, ela sorriu, sentindo uma lágrima de emoção brotando em seus olhos e colocou o dedo indicador sobre a sensual boca de seu amado, fazendo-o calar-se.
_ Sim ou não? – ele perguntou, já entrevendo a resposta..
_ É claro que sim! – disse Daniela, que levantou de seu lugar e, aproximando-se dele, envolveu seu rosto com as mãos, abaixou-se e deu-lhe um beijo carinhoso na boca – Já falei que te adoro?
_ Já... Mas não custa ouvir de novo. Eu sou meio carente, sabe? – disse ele, sorridente, envolvendo Daniela pela cintura e puxando-a contra si, exigindo outro beijo.
_ Melhor pagarmos esta conta e subir para me apresentar a sua mãe a sua avó, antes que eu faca alguma besteira aqui no meio desta cafeteria. Que tal?
_ Acho que sim...Elas vão adorar te conhecer.
Entraram no quarto.
_ Dani! Onde você se meteu? – perguntou sua mãe sem conseguir tirar os olhos do homem alto e forte que a acompanhava.
_ Mãe, este é Gerard Butler. Ele é ...um grande amigo.
_ Muito prazer. Meu nome é Leda – cumprimentou-o, estendendo a mão.
_ O prazer é meu em conhecer minha futura sogra.
_ Gerry! – exclamou Daniela surpresa com o cumprimento de Gerry – Ainda bem que ela não entende bem inglês.
A mãe de Dani ficou um pouco confusa a respeito do que els estavam falando, mas achou o amigo estrangeiro de Dani muito simpático.
Eles aproximaram-se da cama onde estava D. Ana. Dani fez um carinho em seu rosto e ela abriu os olhos, que pareceram brilhar ao ver a neta.
_ Vovó, este é Gerard Butler. Ele veio dos Estados Unidos para nos visitar.
Um sorriso abriu-se no semblante da anciã, que conseguiu levantar a mão que não estava paralisada e estende-la para Gerry. Ele a segurou, apertando-a de leve e dizendo:
_ É um prazer conhecê-la. Espero que se recupere logo.
Depois de Dani traduzir o que ele disssera, a avó perguntou, sem tirar os olhos dele:
_ É ele, querida? É ele o seu amor?
Dani corou diante da pergunta, enquanto Gerry as olhou, tentando entender qual a pergunta feita por D. Ana. Com um sorriso, Daniela respondeu:
_ Sim, vovó...É ele, sim.
Os olhos de D. Ana tornaram-se marejados e ela retornou um sorriso de aprovação.
_ Ele é lindo...Very handsome... – repetiu em ingles, para surpresa de Daniela e de sua mãe, piscando o olho para Gerry.
_ Pelo jeito ela já está pronta para ter alta. A senhora não tem jeito, mamãe – comentou Leda, alegremente. Agora compreendia que Gerry não era só um amigo de Daniela.
_ Depois eu te explico, Gerry – sussurrou Dani para ele.
Ficaram conversando por mais de meia hora. Leda estava muito curiosa a respeito do namorado da filha. Ficou sabendo que ele seria o produtor e ator principal do filme que Daniela faria nos EUA. A avó os observava atentamente, com carinho.
_ Que tal darmos uma volta, sairmos para jantar? – sugeriu Gerry, a certa altura, para Daniela.
_ Ah, querido...Combinei que ficaria esta noite com vovó.
Quando Leda entendeu o que estava se passando foi a primeira a interferir.
_ Nem pensar em deixar um homem como este sozinho aqui no Rio. Pode deixar que cuido da nossa velhinha. Ela já está bem melhor e não vai dar trabalho algum, não é D.Ana?
A avó balançou a cabeça afirmativamente.
_ Vou ficar doente se você deixá-lo para ficar cuidando de mim – disse Ana com a voz ainda fraca, mas tentando rir.
Parecia que a visita de Gerry dera um novo ânimo a senhora, que parecia ter acelerado sua recuperação. Assim, Daniela sentiu-se liberada para sair dali, para onde ele quisesse levá-la.
_ Eu estou no Copacabana Palace. Você me leva até lá? – perguntou assim que entraram no carro que D. Leda havia emprestado para Daniela.
_ Eu tenho que passar em casa antes para tomar um banho e trocar de roupa. Passei a noite no hospital fazendo companhia para minha avó.
_ Vamos lá.
Quando chegaram ao belo apartamento da Vieira Souto, o pai de Daniela estava lá. Foi mais uma sessão de apresentações, desta vez sem necessidade de traduções, pois o pai de Daniela falava bem o idioma de Gerry, pois chegara a morar em Londres por 1 ano, logo após terminar a faculdade de Medicina. Logo conversavam como velhos conhecidos. Quando ela terminou sua arrumação, Gerry e o senhor Arruda já eram amigos íntimos, o que a deixou impressionada, já que seu pai não costumava fazer amizades tão facilmente.
_ Gostei muito do seu amigo, Dani. Antes dele voltar para a América, temos que combinar um jantar aqui em casa para podermos conversar mais.
_ Será um prazer, senhor Arruda – falou Gerry, simpaticamente.
_ Por favor, não me chame de senhor. Para você é Armando.
_ Está bem, Armando. Ë só marcar o dia e eu virei. Devo ficar aqui pelo menos mais três dias. Depois, vou ser obrigado a voltar.

_ Nunca vi meu pai tão amigável com um desconhecido – confessou Daniela, assim que deixaram sua casa e seguiram para o hotel.
_ Deve ser o meu habitual charme – ironizou Gerry.
_ Seu convencido... – retrucou, Daniela, sorrindo.
_ Você está linda...Mal posso esperar para chegar no hotel.
_ Você não está cansado da viagem, fuso horário...? – disse com um sorrisinho malicioso, antevendo quais eram as intenções de Gerry.
_ Posso dormir depois...
Mal chegaram à suíte de Gerry, ele passou a beijá-la e a livrar-se de suas roupas. Quando ela foi despi-lo, começou a fazê-lo devagar, aproveitando cada segundo para olhar cada centímetro do corpo daquele homem que ela tanto adorava, tocando cada músculo de seus braços, deslizando seus dedos por seu tórax e por suas costas, fazendo-o arrepiar-se e gemer, sussurrando o nome dela, cada vez que seus seios o tocavam. Quando chegou o momento de tirar suas calcas, ela pode ver e sentir todo o desejo pulsante de Gerry por ela. Ao libertá-lo da roupa íntima, não resistiu e pôs-se a beijá-lo delicadamente, passando a língua sensualmente por seu membro ereto e ansioso, acariciando, com as mãos, seus glúteos firmes e musculosos.
Não agüentando mais, Gerry a levantou em seus braços e a jogou sobre a cama, onde a tomou vigorosamente entre os brancos lençóis da imensa cama da suíte. Amaram-se ardentemente, até tombarem exaustos, lado a lado. Naqueles próximos três dias da estada de Gerry no Rio, ficaram praticamente inseparáveis, assistindo a franca recuperação de D. Ana que começou a responder positivamente às sessões de fisioterapia. Quando Gerry partiu, o neurologista já estava em vias de dar alta hospitalar, para que ela pudesse continuar sua recuperação em casa. Logo, Daniela poderia unir-se a ele.
_ Vou te esperar em Nova York. Quando você souber o dia de sua volta, me avise. Vou me organizar de forma a poder ficar alguns dias em NY. Logo, você termina o seu ano na Actor’s e começam as filmagens do nosso filme. Poderemos passar um bom tempo juntos. – planejava ele antes de embarcar no seu vôo de volta a L.A., no aeroporto de Guarulhos. _ É só o que eu quero, Gerry. Poder ficar com você. Vou ficar com saudades.

Beijaram-se muito antes de ele entrar na sala de embarque.
Daniela não tinha mais dúvidas sobre o seu amor nem sobre a sinceridade do amor de Gerry. Seus sonhos tornavam-se realidade. Os sonhos de uma fã, quem diria...



FIM
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Espero que tenham gostado deste meu novo devaneio...rsrsrs...Se gostaram comentem, se não gostaram critiquem...please...

Beijos!

17 de abr de 2009

Amor em Cena - 6ª parte

Finalmente, saíram para jantar. Ele a levou a um restaurante oriental, muito simpático.

Lá, ficou sabendo que ele era um dos donos. Desde que fora para Nova York, lembrou, não tinha mais procurado por notícias dele na Internet. Estava um pouco desatualizada sobre sua vida pública.
Durante o jantar ele falou sobre sua conversa com Alan.
_ Ele queria combinar um encontro com o agente de uma atriz com quem tive contato há algumas semanas, em um festival em Toronto. Ela me sondou sobre uma possível participação num filme que ela está produzindo. Além disso, talvez haja interesse que a nossa produtora participe também. O agente dela quer me encontrar amanhã para conversar.
_ Isto parece ser muito bom.
_ Pois é...Vou ver se é algo que realmente vale a pena. Preciso ver o roteiro.
O celular de Dani tocou. Ela até esquecera dele, mas havia pego a bolsa em que o deixara.
_ Alô?
_ Alô, Dani! – era a voz de Lourdes, animadíssima.
_ O que houve? Algum problema?
_ Nenhum. Mas você já está aparecendo nos sites de fofoca de Hollywood.
_ O quê? – ela olhou para Gerry, incrédula. Ele não entendeu nada.
_ Pois é! Apareceu uma foto sua, saindo de um estúdio em Los Angeles acompanhada pelo Gerard Butler. Os comentários eram de que você parece ser o novo amor do “famoso” ator. Que já teriam sido vistos várias vezes juntos e que estas são as primeiras fotos. È verdade?
_ Lourdes! Como você disse: È fofoca – mentiu. Não queria que todos em NY ficassem sabendo de seu caso – Deve ter sido quando saímos do teste hoje, no início da tarde – ela continuava olhando para ele, que estava ficando cada vez mais curioso com a conversa telefônica.
_ Ah...Que pena...Pensei que você tinha fisgado aquele gatão.
_ Não é nada disso. Pode se acalmar. Está tudo bem por aí?
_ Tudo. A Eve e o Steve estão juntos! Sabia?
_ Sério? Que boa notícia. E você e o Gary?
_ Mais ou menos...- sentiu certa tristeza na voz da amiga.
_ Aposto que tudo se resolve. A gente se fala na volta.
_ Está bem. Estamos com saudades.
_ Amanhã já vou estar em casa.
_ Até amanhã, Dani. Um beijo!
_ Um beijo, Lourdes.
Gerry não agüentava mais e perguntou:
_ Quem era?
_ Era Lourdes, uma de minhas amigas e companheira do apartamento. Ela ligou para dizer que aparecemos em fotos saindo do estúdio hoje, num site de fofocas.
_ Ah! Já era de esperar. Eles não largam do meu pé.
_ Espero não lhe causar problemas.
_ Problemas? Que tipo de problemas?
_ Talvez uma namorada ciumenta?
Ele a olhou sério e surpreso com a sua insinuação.
_ Uma namorada? Você acha que eu estaria com você tendo outra pessoa?
Ela ficou um tempo em silencio, sem conseguir olhar para ele, até que não agüentou mais e falou:
_ Gerry...Eu ouvi o seu telefonema hoje pela manhã e ouvi você se declarando para outra mulher.
Ele a olhou de cenho franzido, tentando buscar na memória o fato que ela lhe relatava. De repente, explodiu numa gargalhada, que a deixou muito surpresa.

_ Não precisa mentir. Se você tem alguém que ama...Eu entenderei...- falou com tristeza e resignação na voz. Ele segurou sua mão, ainda sorrindo divertido.
_ Olha pra mim, Dani. A única pessoa em quem estou interessado no momento é você. Eu não tenho mais ninguém – ele a fitava intensamente, demonstrando sinceridade em suas palavras.
_ Mas...Quem era aquela mulher do telefone.
Ele riu de novo e disse:
_ Minha mãe, Dani. Eu estava falando com minha mãe.
Ela ruborizou e não conteve um sorriso nervoso.
_ Era sua mãe? Mas parecia...
_ Ela estava cobrando a minha presença lá na Escócia. Faz algum tempo que não nos vemos. Estou pensando em passar o final de ano por lá.
Dani lembrou que , realmente, o tom com o qual ele falara ao telefone não era romântico. Apenas carinhoso.
_ Como eu sou idiota...
_ Idiota, não. Desconfiada e ciumenta. Será que dei motivos para isso?
_ Acho que sim.
_ Por quê?
_ A sua fama de conquistador de corações femininos é muito grande.
_ Tudo fofoca. Estou a séculos sem uma pessoa constante. Paqueras, sim, mas uma relação mais séria, não... – ele a olhou firmemente, sem sorrir – Mas acho que isto está mudando.
Ela arrepiou-se da cabeça aos pés ao ouvir aquelas últimas palavras. “Será que estou ouvindo direito ou é apenas minha imaginação querendo muito ouvir isto?”, pensou.
_ Você pensa realmente assim? – perguntou tímida.
_ Você não? – continuava a insistir com seu olhar determinado.
_ È no que eu mais quero acreditar, Gerry.
_ Então, vamos parar com estes ciúmes bobos. Que tal irmos para casa? Temos pouco tempo juntos até amanhã. O seu vôo sairá às 12horas e eu tenho a minha reunião com o tal agente e Alan logo depois.
_ Vamos sim... – Ela sentia-se flutuar. Tudo aquilo parecia um sonho: as palavras e o olhar de Gerry. Chegava a sentir medo de tanta felicidade.
Foram para casa e amaram-se mais intensamente que na primeira vez.
No dia seguinte, Dani arrumou suas malas. Já estava ficando triste por ter de deixá-lo, mas era preciso. Não podia abandonar a escola e continuar aprimorando sua maneira de atuar. Precisava pensar em sua carreira, que era a sua segunda paixão.
Às 10 horas deixaram o apartamento e seguiram em direção ao aeroporto de Los Angeles.
_ Te ligo hoje à noite, está bem? – disse ele, abraçando-a logo em seguida.
_ Vou ficar esperando... – Fez um carinho em seu rosto, arranhado de leve a sua barba rente.
Logo a voz no alto-falante chamou para o seu embarque.
Mais uma vez beijaram-se apaixonadamente, sem ligar para o movimento a sua volta.

Desembarcou às 20:30 horas em Nova York. Pegou um táxi e chegou ao seu apartamento que estava em completo silêncio. Aproveitou para guardar suas coisas e tomar um banho. A primeira a chegar foi Eve.
_ E então, como foi o teste?
_ Estou contratada!
Eve soltou um grito de alegria.
_ Já assinou contrato e tudo mais?
_ Não...- Dani deu-se conta que não tinha se preocupado com estes detalhes. Só a palavra de Gerry era o suficiente.
_ Neste meio, é bom ficar de olho...Ou será que aconteceram “coisas” por lá que a deixaram “distraída”?
_ Ah, Eve...Eu não ia contar para ninguém, mas acho que posso confiar em você. Eu estou realmente apaixonada.
_ Era o que eu temia...Pelo Gerard Butler, suponho.
_ È, por ele sim. Por quê?
_ Ele conseguiu conquistar mais uma.
_ Não, Eve. È diferente. Você não o conhece para falar assim. Ele não é essa imagem que a imprensa quer mostrar.
_ Tomara, minha amiga...Tomara. Não quero te ver sofrendo nas mãos de um Casanova destes. Mas me conta tudo. Como foi que as coisas aconteceram?
Dani passou a contar-lhe tudo, inclusive os dois incidentes com Alejandro. Depois de ouvir tudo, Eve fez sua declaração:
_ Vou ficar torcendo por você, Dani. Você merece.
_ Eve...Vou te contar uma coisa que nunca contei para ninguém. Eu sou louca por ele há quase cinco anos. Eu o vi em um filme épico, Àtila, onde ele fazia o personagem-título e me encantei por ele.


A partir daí, passei a pesquisar sua vida. Por causa dele e da sua história de vida mudei a minha própria. Larguei a faculdade de medicina para ser atriz, enfrentando toda a minha família que foi contra.
_ Estou abismada, Dani. Que loucura...Tomara que a relação de vocês vá além do sonho. Você merece minha querida.
_ Obrigada, Eve. Acho que estava precisando desabafar tudo isto com alguém.
_ Ele não sabe sobre nada disso?
_ Não...Talvez um dia eu lhe conte. Agora não vejo necessidade... E você e o Steve? Como estão?
_ Dani, estou em dívida com você. Aquele seu conselho valeu ouro. Tudo saiu como você previra. Estamos indo muito bem. Acho que também estou ficando apaixonada.
_ Bem, parece que este ano vai terminar muito bem
Riram e abraçaram-se. O telefone tocou e era Gerry, querendo saber se ela havia chegado bem.
_ Já estou com saudades – falou com voz maviosa.
_ Eu também, meu amor.
Eve resolveu deixar o casal namorando ao telefone e foi para seu quarto.
Os dois dias seguintes foram tranqüilos, apesar das saudades de Gerry. Ele ligava todas as noites e ficavam ao telefone por muito tempo. Na sexta-feira, quando Dani estava saindo do Actor’s Studio, foi surpreendida pela figura de Alejandro, que estava parado na porta principal da escola, procurando-a entre os alunos que entravam e saíam.


_ Daniela! Finalmente a encontrei – gritou ele, satisfeito.
_ Olá, Alejandro. Como você me achou? – perguntou não muito animada.
_ Não mereço nem um beijo? – perguntou.
E sem que ela pudesse reagir, pegou-a pelo braço e puxou-a até junto dele e quase a beijou na boca, não fosse ela ter desviado o rosto na última hora. Com algum esforço, ela conseguiu desvencilhar-se de suas mãos.
_ Alejandro, acho que não lhe dei intimidade para tanto – falou indignada com a atitude do jovem.
_ Ora, para achá-la, você mesma deu a dica, dizendo onde estudava. Eu apenas a segui. Quanto a intimidade, queria apenas um beijo. Nada demais. Na minha terra é muito comum beijar na boca as amigas – falou em tom de sarcasmo, não muito convincente.
Dani lembrou que tinha realmente falado sobre o Actor’s. Jamais pensou que isto seria entendido como uma “dica” para que ele a seguisse.
¬_ Alejandro, você sabe que estou saindo com uma pessoa e que ele é muito importante para mim.
_ Que aquela “montanha” era importante para você, eu não sabia. Tem certeza disso?
_ Absoluta. E gostaria que você respeitasse isso.
_ Está bem. Me desculpe. Que tal sermos apenas bons amigos? Vim para Nova York para conhecer a cidade. Você não quer ser minha cicerone nestes dias?
_ Não, Alejandro. Sinto muito. Tenho muito a fazer e estudar. Infelizmente você vai ter que arranjar outra pessoa para servir de guia.
Dani não reparou que Eve estava acompanhando todo este encontro de longe e que resolveu interferir ao ver que a amiga estava tendo problemas para se livrar do rapaz. Ela também notara um outro homem que estava fotografando os dois, o tempo inteiro. Achou aquilo muito estranho.
_ Dani, tudo bem?
_ Oi, Eve – respondeu Daniela, com um certo alívio ao ver a amiga – Este é Alejandro, de quem eu havia falado. Ele está em férias e veio conhecer NY. Nos encontramos duas vezes em LA – fez questão de frisar, demonstrando a pouca intimidade que tinham – Mas ele já estava de saída, não é, Alejandro?
_ Não vou insistir mais, Daniela. Sei quando não sou bem-vindo – disse, aparentando tristeza pelo fora recebido.
_ Por favor, não leve a mal...Entenda – ela sentiu pena e quase arrependeu-se do modo como o estava tratando.
_ Adeus, Daniela. Espero que você seja feliz com o mal-humorado.
Virou-se e saiu. Daniela resolveu não reagir e deixou-o ir.
_ Como ele a encontrou aqui? – perguntou Eve.
_ Eu mesma dei a dica sem querer.
_ Que sujeito estranho. Me pareceu um pouco falso. Você notou que estavam fotografando vocês?
_ O quê?
_ É. Tinha um homem fotografando vocês.
_ Você deve estar enganada. Devia ser algum turista tirando fotos da escola. Você sabe como isto é comum aqui – falou Daniela, tentando tranqüilizar a si mesma. Mas uma dúvida ficou a incomodá-la. “Seria algum paparazzi a persegui-la por ter sido vista com Gerry em LA? Não...Seria muita paranóia”
Quando chegaram em casa, Lourdes veio ao encontro delas toda feliz.
_ Dani, pelo jeito você está cheia de admiradores por aí. Olha só as flores lindas que chegaram. Não resisti e vi o cartão. É de um tal de Alejandro.
_ Puxa, o cara tinha certeza de que is conseguir alguma coisa com você, não? – comentou Eve.
Dani foi ver o cartão que estava no meio do lindo e imenso buquê de rosas vermelhas.


“Para a mais bela rosa...”
Ela ainda pensou: “Quanta falta de imaginação”.
Neste exato momento, a campainha tocou, antes que Daniela pudesse colocar fora o presente e o cartão, como era sua intenção. Lourdes correu para abri a porta.
_ Dani! Acho que tem visita para você.
Dani voltou-se irritada, pensando que teria de enfrentar novamente o remetente das flores.
_ Gerry!
_ Espero que eu seja uma boa surpresa – disse ao ver a expressão de Dani, segurando o buquê de rosas.
Por alguns instantes, o clima ficou tenso na pequena sala. Foi quando Eve resolveu intervir, antes que Lourdes resolvesse soltar uma de suas frases fora de hora.
_ Pode deixar, querida. Eu mesma vou me livrar destas flores. Já disse para o Steve que sou alérgica, mas ele insiste em mandar estes presentes. Como vai, senhor Butler?
_ Mas...Ai! – Lourdes levou um beliscão de Eve, o que a fez calar-se imediatamente.
_ Entre, Gerry! Ë claro que você é uma surpresa maravilhosa. Levei um susto, pois não o esperava - Dani jogou-se na direção dele, passando os braços em torno de seu pescoço e dando-lhe um beijo na boca, o que foi prontamente correspondida.
_ Agora é que eu não entendo mais nada...- sussurrou Lourdes na direção de Eve – Precisava me beliscar tão forte?
Eve respondeu apenas com um gesto de silêncio, colocando o dedo indicador sobre os lábios.
Dani puxou Gerry para dentro da sala e fechou a porta, que ainda estava aberta.
_ Estava com saudades – ele sussurrou em seu ouvido.
Ela o olhou com carinho e deu-lhe um outro beijo, desta vez no rosto.
_ Vem cá. Vou te apresentar para as minhas amigas.
Apresentações feitas, Eve puxou Lourdes pela mão, obrigando-a a acompanha-la ao quarto, onde esclareceu o que estava acontecendo à amiga confusa.
_ É impressão minha ou cheguei numa hora errada? Vocês todas estão muito estranhas.
_ É impressão sua.
_ Vocês costumam tratar-se aos beliscões e puxões?
_ Ah, é que a Lourdes não estava sabendo de nós dois. Antes que ela falasse alguma indelicadeza, Eve levou-a para explicar tudo. Deve ter sido isto... Adorei a surpresa. Você nem imagina quanto – disse, enlaçando os braços pela nuca de Gerry e oferecendo os lábios para mais um beijo.
_ Que tal sairmos para jantar? – convidou-a alegremente.
_ Adoraria! Você espera eu tomar um banho e me arrumar?
_ Claro!
Quando Eve voltou à sala, deu com Gerry sentado sozinho no sofá. Resolveu fazer um pouco de sala para ele e aproveitar para sondá-lo para saber suas reais intenções para com sua amiga.
_ A Dani o deixou sozinho? Posso lhe fazer companhia?
_ À vontade.
Passaram a falar sobre o filme em que Dani teria um papel. A partir daí, Eve deu um jeito de tentar conhecê-lo melhor e, ao final da conversa já podia perceber que ele era uma boa pessoa e que estava realmente interessado em sua amiga.


Antes que Dani voltasse, Gerry não resistiu e acabou por perguntar:
_ Eve, não me leve a mal. Mas porque vocês tentaram esconder que aquelas flores eram para a Dani.
_ Você leu o cartão? – perguntou, preocupada.
_ Não cheguei a tanto. Mas pude perceber que vocês todas estavam tentando esconder alguma coisa. As flores eram para ela, não?
Eve percebeu que ele havia “jogado verde para colher maduro” e ela caíra direitinho. Decidiu não mentir.
_ As flores foram mandadas por um chato chamado Alejandro, do qual provavelmente você já tenha ouvido falar. A Dani já ia jogar fora, quando você apareceu.
Neste instante ouviram a porta do quarto de Dani abrir-se.
_ Eve, por favor, não diga a ela que eu sei disso – pediu ele em voz baixa.
Ela não teve com negar aquele pedido. Não queria estragar o fim de semana de Dani.

Foram jantar num restaurante indiano....

Quando ele a convidou para ir ao seu apartamento, ela não pensou duas vezes. Só lá poderiam liberar todo o desejo que estavam sentindo um pelo outro.
Mal passaram a porta da entrada, Dani foi pega nos braços e levada para o quarto aos beijos e amassos. Ele a deitou sobre a cama e começou a despi-la lentamente.
_ Estava com tanta saudade – disse, enquanto a olhava inebriado, como a certificar-se de que seu corpo ainda era como exatamente como ele se lembrava. Depois de tirar a última peça de roupa passou a beijá-la por inteiro, começando pela ponta dos dedos do pé, arrancando suspiros de Daniela. Quando ele chegou ao seu púbis, ela não resistiu. Levantou-se e começou a tirar a as roupas dele. Queria sentir a sua pele, tocá-lo, abraçá-lo, sentir sua virilidade em contato com seu corpo. Como desejava aquele homem...
Ele continuou a beijá-la, enquanto ela o acariciava e arranhava de leve nos braços e costas, aumentando cada vez mais a excitação dele.
Logo se entregaram ao gozo e à luxúria de seus corpos. Os gemidos tornaram-se gritos de praze até alcançarem o êxtase. Assim que ela viu Gerry saciado e começando a relaxar , beijou-o e sussurrou:
_ Eu te amo...muito.
Ele abriu os olhos, com expressão tranqüila, um sorriso nos lábios e a puxou contra si mais uma vez e a beijou carinhosamente. Ficaram abraçados por um longo tempo. Ainda amaram-se mais duas vezes naquela noite. Dormiram quando o dia já amanhecia
Passaram o sábado juntos, no apartamento dele. Não sentiam necessidade de sair. Apenas a companhia um do outro bastava. Ouviram música, conversaram muito, brincaram e amaram-se. O dia passou lento e agradavelmente para ambos.
Gerry teria que voltar para L.A. no dia seguinte, à tarde. Queria aproveitar seu tempo, ao máximo, junto de Dani.
No domingo, no início da tarde, Gerry deixou Dani em seu apartamento e partiu para o aeroporto, onde pegaria o vôo das 15:30 horas. Ele ficou de ligar assim que chegasse à Los Angeles.
Depois desta última ligação, Gerry pareceu ter perdido o telefone de Dani. Os dias passavam, a noite chegava e ele não dava notícia alguma. No início ela pensou que fosse pelos inúmeros compromissos que ele tinha. Sabia que sua agenda estava cheia, mas, antes, ele sempre conseguis uma brecha para ligar. Começou a ficar preocupada. Resolveu ligar para sua casa em L.A. A empregada atendeu e disse que ele não estava e não soube dizer a que horas ele voltaria. A angústia começou a incomodá-la. Ligou outras inúmeras vezes, nos dias que se seguiram. Finalmente, num sábado à tarde, conseguiu ouvir a voz dele.
_ Gerry! É você?
_ Sim, sou eu – respondeu secamente.
_ O que houve? Estou ansiosa por notícias suas. Você não ligou mais. O que está acontecendo?
_ Você não faz idéia?
_ Não...O que há? Porque está falando comigo deste jeito?
_ Resolvi deixar o caminho livre para você e o seu amado Alejandro.
_ O quê?
_ Pergunte à sua amiga...Lourdes, não é? Aquela que gosta de freqüentar sites de celebridades.
_ Não estou entendendo... Gerry, por favor, porque você está falando comigo deste jeito?
E que história é esta de Alejandro? Nunca mais falei com ele.
_ Tem certeza? Eu vi as flores, Daniela. Sua amiga Eve confirmou que as flores eram de Alejandro, apesar de vocês terem tentado disfarçar. Mas não brigue com ela, pois ela tentou e me convenceu que você estava pronta para jogá-las no lixo antes de eu aparecer de surpresa.
_ Mas era verdade. Desculpe ter tentado enganá-lo, mas não queria que você ficasse com ciúmes. Não havia motivos para isso – sua voz já demonstrava um certo desespero e tornava-se embargada – Por favor, meu amor, não faz isso comigo.
Ele emudeceu do outro lado. Parecia estar muito magoado e ela não conseguia entender o porquê.
_ Não posso mais falar com você – a voz dele estava tremula – Talvez outro dia...Não se preocupe com o seu papel no filme. Ele ainda é seu. Não quero confundir nossa vida afetiva com a profissional.
Aquilo causou uma dor profunda em Daniela.
_ Como? – ela estava atônita, quando ouviu o click . Ele havia desligado o telefone.

Aguardem o final desta fic para amanhã...Prometo. Beijos!

Amor em Cena - 5ª parte




Sentia as lágrimas escorrendo por sua face, quando ouviu a voz de Gerry, perguntando em tom baixo de voz:
_ Por que está chorando? – e fez uma pequena pausa – O que está acontecendo, Daniela? – perguntou mais uma vez, agora aproximando-se de onde ela estava sentada, consternado. Ele não conseguia ficar indiferente a uma mulher chorando. Sentia-se totalmente desarmado.
_ Porque sou uma idiota. Consegui estragar tudo, não foi?
Silenciosamente, ele sentou-se ao lado dela, muito próximo.
_ Acho que você está ansiosa por causa do teste. Isto acontece...
_ Desculpe-me por ter dito aquelas coisas a seu respeito. Sei que você não seria capaz de fazer nada disso.
Após um interminável minuto de silêncio, Gerry acabou por falar:
_ Vem cá – puxando-a contra si e abraçando-a carinhosamente – Vamos esquecer o que aconteceu. Eu sou meio brincalhão às vezes e posso dizer algo inconveniente. Talvez eu tenha feito uma brincadeira na hora errada.
Levantou sua cabeça com os dedos em seu queixo, delicadamente e a fez olhar em seus olhos.
_ Foi muito bom te ter em meus braços e te amar. Espero que a gente possa repetir momentos como este muitas e muitas vezes – disse, quase num sussurro.
Lentamente, ele foi aproximando seus lábios do rosto de Daniela e começou a secar suas lágrimas com beijos suaves,
_ Ah, Gerry...Me perdoa?
Ele ficou sério.
_ Só se você me der um beijo...
_ Acho que posso dar mais que um beijo...
Ele a abraçou com força, para logo em seguida colar seus lábios aos dela.
Já esquecidos do que acontecera e incendiados pelo desejo, do beijo passaram às carícias. Logo estavam a caminho do quarto...



Ao acordar pela manhã, assustada por não saber a hora, percebeu a ausência de Gerry ao seu lado na cama. Ouviu a sua voz ao longe, na sala, falando com alguém. Levantou-se e foi na direção da porta para tentar descobrir com quem ele falava.



_ Claro, querida! Vou estar com você em breve. Estou morrendo de saudades... Eu também...Te amo...Um beijo...
Daniela sentiu um aperto no coração, mas não quis que ele percebesse que tinha ouvido aquela conversa. Foi para o banheiro tomar uma ducha. Quem seria a mulher com quem ele estava falando? Não. Não deixaria o ciúme tomar conta dela. Já tivera uma discussão antes. Não queria outra. Apesar do que ouvira, podia estar enganada a respeito do teor da conversa. Ela era uma pessoa muito afetuosa. Podia ser uma amiga, podia ser alguém do passado...Afinal, eles estavam apenas começando uma relação...
Sob a água do chuveiro, tentava esfriar a cabeça, mas a dor da dúvida continuava.
Foi quando estava de olhos fechados, começando a ensaboar-se, que sentiu a presença dele atrás de si. Logo foi envolvida por um par de braços fortes e sentiu o corpo nu de Gerry encostar-se no dela.


_ Posso tomar banho com você? - perguntou, apreciando cada contorno de seu corpo.
_ Mas tenho que trocar de roupa...tenho que...passar no hotel...- dizia isto, sentindo o corpo desfalecer sob o toque das mãos dele. Não tinha como resistir àquele homem.
_ Para quê? As suas roupas de ontem caíam muito bem em você...
Daí para a frente, Daniela deixou-se levar pelos carinhos e beijos de Gerry. Logo, ela também passou a ajudá-lo a “lavar-se" e, como era de esperar, o “banho” terminou em mais uma explosão de prazer entre os dois.
Tomaram um rápido café e foram para o estúdio onde seria feito o teste. Durante o caminho, Daniela permaneceu mais calada. Ele considerou que fosse a ansiedade que ainda a incomodava. Na verdade, ela estava perdida em outro tipo de pensamentos relacionados com o telefonema que presenciara e as dúvidas colocadas por Eve e Gary.
Ao final do trajeto, Daniela chegara à conclusão de que tentaria viver apenas o momento. Mesmo que ele estivesse com ela apenas pelo sexo, ainda assim isto poderia ser muito agradável. Tentaria ser o menos romântica possível. Ela estava apaixonada. Ele, provavelmente, não. Mas estavam juntos agora. Isso é o que importava. Era melhor não nutrir falsas esperanças.
Ao chegarem, uma pequena equipe já se encontrava no local e Felix, os aguardava. Daniela estava um pouco tensa, mas lembrava de todas as suas falas e as de Gerry também. Era uma cena de discussão entre um casal, pouco antes da mulher ser assassinada. Havia uma certa tensão no ar, que culminava com a personagem de Dani dando uma bofetada no marido – Gerry.
Quando estavam todos prontos, o teste começou e ambos atuaram magnificamente bem. Para surpresa de Gerry, Daniela realmente o esbofeteou na hora da cena que valeria como teste final. Talvez com mais força que o previsto.
_ Corta!...Ficou excelente! – disse Felix.
_ Puxa, Dani. Só não precisava usar tanta força. Quase deslocou o meu maxilar... – disse Gerry, esfregando o rosto no local do tapa.
_ Não exagera , Gerry. A cena, as expressões de vocês ficaram bem realistas. Só tenho que ver como ficou o filme. Venha ver comigo.
_ Desculpe, Gerry. Não foi minha intenção. Errei na força – disse isso, mas pensou se inconscientemente não havia feito aquilo por causa do telefonema de antes – Vou deixar vocês verem o resultado final a sós. Estarei no camarim para tirar esta roupa.
_ Não quer esperar para que eu a ajude? – perguntou, com olhar de cobiça.
_ Não... Fique quieto – sussurrou – Não quero que saibam sobre a gente.
_ Por que não? – falou ele, rindo e sussurrando também.

_ Porque fico envergonhada.
_ Tá bom... Vá arrumar-se. Vamos sair para almoçar depois.
O teste de Daniela havia sido um sucesso e durante o almoço, Gerard deu-lhe a boa notícia de que estava contratada para o papel.
_ Quando começam as filmagens? – perguntou entusiasmada.
_ Só no final do ano, se não houver mais problemas. Você vai poder concluir o seu ano no Actor’s e depois, dedicar-se às filmagens.
_ Mas são poucas as cenas em que apareço. Que eu saiba sou assassinada no início do filme.
_ È, mas tem alguns “flashbacks” em que o seu personagem aparece. Fora isso, quero que você fique comigo nas suas férias.
_ Será que até lá você ainda vai querer ficar comigo? – perguntou, fazendo-se de dengosa.
_ Que pergunta boba é esta? Não vai começar de novo com aquela estória de ontem, vai?
_ Não. Estou brincando... - disse desviando o olhar.
_ Você está meio estranha, Dani. Desde que saímos de casa hoje... O que anda passando por esta cabecinha maluca?
_ È impressão sua. Acho que estou triste porque vamos ter de nos separar amanhã.
_ È verdade, meu bem... Mas é por pouco tempo. Infelizmente prometi para o Steve que a devolvia logo após o teste. Tenho que cumprir a minha palavra – falando isto, procurou a mão dela sobre a mesa.
_ Quando vou poder vê-lo de novo?
_ Logo. Na primeira brecha que tiver nos meus compromissos darei um jeito de ir à Nova York. Não se preocupe. Não vou deixar você voltar para o... Como é mesmo o nome dele? Gary?
_ Gary? Eu já te disse que ele é só um colega e que dividimos o apartamento entre quatro pessoas – disse ela, rindo.
_ Entre quatro? Tem mais três homens morando com você?
_ Gerry! Deixa de ser bobo. Claro que não. Somos três mulheres e o Gary.
_ Então ele está se dando muito bem – continuava sarcástico.
Dani sacudiu a cabeça, rindo dos comentários de Gerry. Adorava aquele bom humor dele.
_ Quando você for à Nova York, vou apresentá-lo aos meus amigos. Você vai ver que não tem nada do que você está insinuando – ela pensou melhor e lembrou-se do namoro entre Lourdes e Gary.
_ O que foi? Lembrou de algo inconfessável?
_ Não. Estava só lembrando que o Gary está namorando uma das meninas, a Lourdes.
_ Ah! Então eu tinha razão. Ele está se dando bem.
Ela apenas sorriu, reprovando-o com o olhar.
Terminaram o almoço e foram passear um pouco pela cidade. Gerry teve de dar uma chegada no escritório da produtora para assinar alguns papéis. Passaram pelo hotel, onde ele praticamente obrigou-a a pegar suas coisas e fechou a conta. Ficaria hospedada, até o dia seguinte, no apartamento dele. Isto a deixou realmente alegre. Parecia ser um bom sinal. Ele queria ficar mais tempo com ela.
Na recepção, enquanto Gerry acertava tudo com o recepcionista, Alejandro apareceu. Foi direto ao encontro de Daniela.
_ Ola! Procurei por você esta manhã, mas me disseram que não estava.
_ È. Tive um teste para fazer hoje pela manhã.
_ Teste?
_ Sim. Eu sou atriz e vim para Los Angeles para fazer um teste para participar de um filme.
_ Sério? Quer dizer que estou a frente de uma atriz famosa?
_ Não – ela sorriu – Imagina. Estou tentando iniciar na carreira. Estudo no Actor’s Studio em NY e agora surgiu esta oportunidade.
_ E como foi?
_ Estou contratada.
_ Parabéns! Temos que festeja então. Que tal jantarmos juntos hoje à noite? – ele estava dando em cima dela escancaradamente.
_ Infelizmente eu já tenho compromisso, Alejandro.
_ E amanhã? – insistiu, lançando um olhar para Gerry, no balcão a frente, que já tinha percebido a sua presença e lançava olhares desconfiados para os dois – Ainda vai estar acompanhada pelo seu cão de guarda?
_ Não fale assim, Alejandro. Gerry e eu estamos namorando – sentiu-se estranha ao fazer esta declaração.
_ Mas até ontem ele era apenas um amigo.
_ As coisas mudam. Além disso, estou voltando para Nova York amanhã pela manhã.
_ Que coincidência! Também vou para Nova York em dois dias.
Daniela já estava começando a achar Alejandro inconveniente, quando ele sacou um cartão com o número de seu celular. Neste instante, Gerry surgiu, e abraçou-a.



_ Vejo que está se despedindo de seu amigo, Dani. Temos que ir embora. Agora.
_ Você é um “hombre” de muita sorte.
Gerry olhou-o quase com raiva e puxou Dani pelo braço.
_ Vamos, Daniela. Foi um prazer conhecê-lo, Juan - despediu-se com desprezo.
_ Adeus, Alejandro. Foi um prazer ... – mal teve tempo de terminar a frase e seguiu atrás de Gerry, bastante satisfeita. Tanto por estar livre do rapaz que começara a tornar-se inoportuno, como por perceber claramente o ciúme na atitude de Gerry.
_ Será que não posso deixá-la sozinha um instante, que já tem um homem grudado em você? – ele só conseguiu falar depois que estava no carro, já no trânsito.
_ Que é isso, Gerry? Ele estava apenas sendo gentil.
_ Gentil? Achei que ele ia te agarrar ali mesmo na frente de todos.
_ Não exagera...- ela estava se divertindo com toda aquela cena dele.
Resolveu acalmá-lo um pouco, desabafando:
_ Preciso te agradecer por ter me tirado dali, naquela hora. Realmente, ele estava se tornando um chato. Obrigada por me salvar do “Juan” – olhou-o com carinho e fez um carinho em sua nuca, o que o fez arrepiar-se.
_ É verdade isso? – ele sorriu.
_ Claro. Não estava mais agüentando a cantada dele.
_ Ah! Então você concorda que ele a estava cantando.
_ Estava, eu reconheço. Mas ele estava só perdendo tempo. Eu já estou comprometida com outra pessoa – disse baixando os olhos, com falsa timidez., olhando-o de soslaio.
Ele a olhou, por um momento, com um doce brilho nos olhos verdes, e pegou sua mão, levando-a aos lábios e beijando-a. Não disse nada. Apenas sorriu.
Ela pensou: “Como seria bom se ele me amasse e tivéssemos um compromisso de verdade...”
_ Que tal irmos para casa descansar um pouco e depois sair para jantar?
_ Acho uma ótima idéia.
Mal entraram no apartamento, começaram a beijar-se loucamente. Já estavam procurando um meio de livrar-se das roupas, quando uma voz feminina fez-se ouvir:
_ Senhor Butler...
Os dois, imediatamente, paralisaram suas ações e viraram-se na direção da dona da voz.
_ Você ainda está aí, Greta? – perguntou Gerry à sua diarista, enquanto Dani ajeitava suas roupas.
_ Desculpe. Não queria interrompê-los, mas o senhor Alan ligou e disse que precisava falar com o senhor. Ele não estava conseguindo localizá-lo pelo celular.
_ Está bem, Greta. Está dado o recado. Muito obrigado. È só?
_ Sim, senhor.
_ Então, pode ir para casa.
_ Até amanhã, senhor.
_ Até, Greta.
Ele virou-se para Dani.
_ Acho que deixei o celular no carro enquanto estava no hotel – ele olhou o aparelho e confirmou as várias chamadas não atendidas de Alan – Ele não costuma ser tão insistente assim. Vou ter que ligar para ele. Vou te ajudar a colocar suas coisas no meu quarto. Depois sairemos para jantar. Que tal?
_ Para mim está ótimo – sentiu que o clima fora totalmente dissipado. “Talvez depois do jantar...”, pensou ela.
Gerry levou sua maleta para sua suíte e foi telefonar para Alan. Antes lhe deu um beijo de leve nos lábios. Dani resolveu separar uma roupa para o jantar e tomar uma ducha. O dia tinha sido muito quente. Quando saiu do banheiro, ele continuava ao telefone. Colocou um vestido leve, com motivos florais, em tons de verde e azul, que reservara para um encontro. Prendeu os cabelos no alto da cabeça, deixando a nuca à mostra. Ouviu uma batida na porta, quando estava começando a maquiar-se.
_ Posso entrar? – perguntou ele, já começando a entrar no quarto.
_ Claro!
_ Ah...Já está arrumada. Tinha esperança de que ainda estivesse no banho...
_ Você está muito assanhado.
_ Você me deixa assim... – falou, aproximando-se e beijando-lhe o pescoço nu, provocando um arrepio gostoso.
_ Melhor você se arrumar também. Estou começando a ficar com fome.
_ Está bem – dizendo isto, sem pudor algum, começou a despir-se na frente dela. Ela tentava desviar os olhos, mas era muito tentador ver aquele homem de corpo perfeito e cheio de vigor preparando-se para um banho. Teve vontade de tirar suas roupas também e voltar para o banho, para acompanhá-lo. Por sua vez, Gerry sabia o efeito que estava provocando nela e a incitava:
_ Tem certeza que não quer tomar outra ducha?
_ Não... Digamos que é um convite muito sedutor, mas vou ter que recusar.
_ Você é quem sabe – respondeu com sorriso malicioso, enquanto se dirigia para o banheiro
.



Ela tentou agir normalmente, como se isso fosse possível com ele andando nu diante dela. Sorriu e voltou a fazer o que estava fazendo. Teve que ter muito cuidado para não borrar o rosto todo com as mãos tremulas. Assim que conseguiu terminar de aprontar-se, foi para a sala, pois certamente não resistiria vê-lo vestir-se sem desejá-lo.

Amanhã eu continuo, minhas queridas. Prometo acabar este pequeno romance no fim de semana. Beijinhos!

15 de abr de 2009

Amor em Cena - 4ª parte

Depois de arrumar suas roupas no guarda roupa do quarto, decidiu tomar um banho para animar-se. Talvez dar uma volta para refrescar as idéias e parar de pensar bobagens a respeito de Gerard.
Ao sair do banho, vestiu o roupão aveludado fornecido pelo hotel e atirou-se novamente na cama. Logo estava dormindo. O sono que tivera durante a viagem não fora muito tranqüilo. Sentiu as pálpebras pesarem e adormeceu. Seu último pensamento fora para uma única pessoa...
O som estridente da campainha do telefone em sua mesa de cabeceira assustou-a.
_ Alô? – a voz saiu rouca e falhando.
_ Ainda dormindo? – a voz alegre do outro lado da linha a despertou imediatamente.
_ Gerard?
_ Esperava por outra pessoa? – respondeu, não tão alegremente.
_ Não... Quem? Ai, deixa prá lá....Que horas são?
_ São 19 horas, sua dorminhoca.
_ 19 horas?? Tudo isso?
_ Olha, eu estou ligando para te convidar para sair para jantar, junto com alguns amigos. Não precisa aceitar, se não quiser.
_ Claro que eu aceito. Só preciso de um tempo para me arrumar.
_ Não se preocupe. Vou te dar...uma hora e meia. Está bom assim ou precisa de mais tempo?
_ Não, está ótimo...Onde os encontro?
_ Eu busco você aí no hotel. Me espere no saguão às 20:30h.
_ Estarei esperando, sim.
_ Até mais, então – e desligou.
Estava na hora de deixar aquela timidez irritante de lado. Estava tão feliz com os últimos acontecimentos. Estava na hora de aproveitar todas as oportunidades que estavam surgindo, inclusive a chance de conhecer Gerry melhor e deixar que ele a conhecesse, também.
Colocou seu melhor vestido, que já intencionalmente levara na pouca bagagem para a viagem. Tentou manter uma imagem casual, com pouca maquiagem e cabelos soltos. Gostou do resultado final. Não tinha mesmo muito tempo para grandes produções estilísticas. Às 20:15 h, pegou sua bolsa e desceu para o saguão conforme o combinado.
Enquanto esperava por Gerard, um jovem alto e moreno, muito simpático, provavelmente originário da América do Sul, aproximou-se dela para, aparentemente, pedir informações sobre L.A. Mesmo depois que ela o informou saber tanto quanto ele sobre a cidade, a conversa continuou. Seu nome era Alejandro e estava em férias, tendo chegado no hotel há dois dias.

Logo estavam rindo juntos, com Dani corrigindo o inglês dele enquanto ele lhe ensinava algumas palavras em espanhol. De repente, o sorriso de Alejandro desapareceu. Logo Dani entendeu porque. Atrás dela, estava Gerard parado, com uma cara péssima, olhando para os dois, como se fossem criminosos.




_ Ele é namorado seu? – perguntou Alejandro, preocupado e mostrando alguma dificuldade no seu inglês.
_ Não. È apenas um amigo – respondeu, enquanto chamava Gerard para apresentá-lo ao novo conhecido, tentando manter a maior naturalidade possível.
_ Olá, Gerard. Quero lhe apresentar Alejandro. Ele estava me fazendo companhia enquanto esperava a sua chegada.
_ È melhor irmos logo. O pessoal já está nos esperando – disse sem mostrar um só milímetro de seus dentes.
_ Muito prazer, senhor... – cumprimentou Alejandro, estendendo-lhe a mão, sem retorno.
Dani ficou chateada com a maneira como Gerard havia tratado o rapaz e fez questão de despedir-se mais efusivamente que o normal.
_ Bem, Alejandro, foi um prazer conhecê-lo – disse dando-lhe um abraço e um beijo no rosto.
_ Espero encontrá-la em breve. Quem sabe não fazermos um tour por Los Angeles juntos?
Ela riu ao ouvir a concordância errada do convite, mas respondeu:
_ Quem sabe? Até logo, Alejandro.
Sentiu a mão forte de Gerard apertar-lhe o braço e puxá-la em direção a saída.
_ Eu esperava que você fosse mais educado...
_ È, talvez eu tenha exagerado. Desculpe – disse visivelmente irritado – Não sabia que você fazia amizade tão rápido com estranhos. Será que a dificuldade é só comigo?



_ Como assim? Não entendi...
_ Deixa prá lá. È melhor nos apressarmos. Não gosto de chegar atrasado a um compromisso.
Dani perguntava-se se estava presenciando um certo comportamento ciumento em Gerry, mas preferiu pensar que era apenas uma impressão errada sua, para não ficar imaginando coisas que não existiam.
Gerry pegou o carro com o manobrista do hotel, a fez entrar e logo estavam a caminho do local do encontro. Permaneceram num silêncio tenso durante todo o percurso.
Chegaram a um belo prédio de apartamentos e, surpreendentemente, Gerard entrou na garagem e estacionou seu carro em uma das vagas.
_ Que lugar é este?
_ È onde eu moro – respondeu ele com a maior tranqüilidade.
_ E o jantar? E seus amigos? – quis saber, com a voz repentinamente tremula.
_ Devem estar chegando ou já estar lá... – vendo a cara de espanto dela, continuou – Ah! Esqueci de dizer-lhe que o jantar seria aqui. Pensou que fosse num restaurante, não?
_ È...eu pensei.
_ Desculpe não ter lhe dito. Algum problema? - perguntou com ares de sarcasmo.
_ N-não. Problema algum.
_ Então, vamos subir – disse, enquanto segurava a porta do elevador para que ela entrasse.
O apartamento dele era muito espaçoso e com uma decoração de extremo bom gosto. Havia um garçom a postos para atender os convidados. Apena um casal havia chegado. Gerry foi muito efusivo com ambos e logo a chamou para apresentá-la. Era o diretor do filme, Felix, para o qual ela faria o teste no dia seguinte. Ele estava acompanhado pela esposa e era um sujeito muito simpático. Aos poucos os amigos de Gerry foram chegando. Ao todo eram 8 pessoas para jantar.


Foram servidos alguns canapés e, cerca de uma hora depois, o jantar foi servido. O clima era de descontração e os assuntos, os mais variados. Todos fariam parte da equipe de filmagem. Daniela praticamente já se sentia como fazendo parte também. Após terminado o jantar, ainda ficaram conversando um bom tempo. Quando a meia-noite aproximou-se, começaram as despedidas.
_ A gente se fala amanhã, Daniela. Sem nervosismos, está bem? Tudo vai dar certo, tenho certeza. Confio no olho do Gerry como caça-talentos.
Quando o último conviva saiu, Daniela dirigiu-se a Gerry para despedir-se.
_ Bem, acho que vou indo também. Já está tarde e tenho que acordar cedo. O teste é pela manhã?
_ È, mas ficou marcado para o final da manhã. Não precisa ter pressa. Vamos conversar mais um pouco.
_ Acho melhor eu ir. È só chamar um táxi
_ Eu a levo até o seu hotel... depois. Venha, vamos sentar – ele insistiu.
Percebendo que aquilo era quase uma ordem, Daniela acomodou-se novamente na confortável poltrona onde estava sentada antes. Gerry sentou-se a sua frente, relaxadamente, com as pernas abertas, no sofá de três lugares e fixou seu olhar sobre ela , como se a analisasse.
_ O que você quer conversar? – perguntou Dani, já encabulada pelo silêncio e pelo olhar escaneador de seu interlocutor.
_ Porque você continua me tratando como se eu fosse um estranho?
_ Como assim? Não entendo o que você quer dizer com isso – respondeu Daniela, já sentindo-se corar.
_ Vejo você tratando a todos com sorrisos, beijinhos e abraços...Até um desconhecido, que você diz ter conhecido na porta do hotel, você trata melhor que a mim.
_ De onde você tirou esta idéia? – perguntou ela, espantada com a queixa magoada dele. Não conseguia acreditar no que estava ouvindo.
Foi então que ele levantou-se, como um grande gato, aproximou-se dela e ficou de joelhos à sua frente, pegando em suas mãos e encarando-a com os dois grande olhos verdes tristonhos. Daniela pensou que seu coração fosse parar ao vê-lo daquele jeito, mendigando a sua atenção.
_ Desde que te vi pela segunda vez, naquele palco do Actor’s Studio, não consegui mais parar de pensar em você. A todo o instante fico pensando no seu jeito, no seu olhar, ouvindo a sua voz. Mas cada vez que tento me aproximar, sinto que você põe uma barreira entre nós. Eu fiz alguma coisa para você me odiar tanto?
_ Odiar? Gerard! Eu jamais poderia odiá-lo... Eu ...gosto de você... – falou hesitante, com medo que uma declaração mais apaixonada lhe aflorasse aos lábios.
_ Gosta? Gosta como? – ele continuava muito próximo a ela e com os olhos cravados nos dela.
_ Gosto, ora. Você tem sido gentil comigo, me convidou para este teste, parece ter visto algum talento em mim... Não tenho motivo algum para ...odiá-lo. Não sei onde você viu este tipo de sentimento em mim.
Ele aproximou-se ainda mais, obrigando-a a ir para trás, até quase tocar no encosto da poltrona. Daniela sentia como se fosse entrar em erupção a qualquer instante. O desejo por ele era crescente e parecia que o mesmo acontecia com ele, pela expressão e seu rosto.
_ Gosta só como conhecido, amigo ou... algo mais?
_ E-eu não sei o que você quer dizer...- engoliu em seco e tentou levantar-se – È melhor eu ir embora. Já está ficando tarde e tem o teste amanhã
Ele a impedia de sair de onde estava e parecia estar saboreando satisfeito cada expressão e cada palavra oferecidas por Daniela. Um beijo parecia iminente.
_ Não quero que você vá embora – disse, levando sua mão direita até o rosto de Daniela e acarinhando-a com suavidade, fazendo com que um arrepio gostoso percorresse o corpo dela.
_ Gerard, o que você está fazendo? – disse num sussurro, quase de olhos fechados, adorando o toque daquela mão grande e quente, que quase conseguia envolver todo o seu rosto.
Ele, percebendo que estava conseguindo quebrar as barreiras, aproximou-se, lentamente, tocando seus lábios de leve nos dela. Este toque arrancou um gemido suspiroso de Daniela. Os braços de Gerry envolveram-na, puxando-a contra seu peito arfante. Logo, beijou-a com mais intensidade, vencendo totalmente sua resistência. Daniela acabou por colocar as mãos envolvendo a cabeça dele, puxando-o ainda mais contra si, desafogando todo o desejo, controlado até então. Ambos pareciam ter urgência em penetrar na intimidade um do outro. Era como se quisessem fundir-se num só. Esquecidos de tudo, só agiam por impulso, tentando eliminar tudo que pudesse interferir com o toque pele a pele.
Livres de suas roupas, entregaram-se ao prazer maior, deixando suas mãos percorrerem livremente os caminhos de seus corpos desnudos e famintos. Fizeram amor no meio da sala, sem ligar para qualquer desconforto. Quando finalmente chegaram ao êxtase, permaneceram abraçados , caídos exaustos e satisfeitos. Mentes vazias, corpos cansados e sorriso nos lábios, permaneceram assim por vários minutos, antes que alguém resolvesse falar novamente.
Daniela abriu os olhos e viu o rosto sereno de Gerry, dormindo tranqüilo como uma criança. Teve vontade de beijá-lo, mas precisava sair dali e voltar para o seu hotel. Precisava tomar um banho e arrumar-se para o teste no final da manhã. Com cuidado, tentou levantar-se. Já estava quase conseguindo, quando foi puxada para baixo por dois braços fortes.
_ Onde a senhorita pensa que vai?
_ Eu não queria te acordar. Preciso voltar para o hotel. Lembra do teste?
_ Claro que lembro. Eu vou participar dele também.
_ Como assim, vai participar também?
_ Ora, com quem você pensa que vai contracenar?
_ Mas, no teste?
_ Sim...Por isso já comecei os ensaios agora à noite... – disse , olhando-a divertido.
Por um momento, Daniela sentiu medo daquele comentário, mas ele logo puxou-a mais contra si e a beijou.
_ O que houve? – perguntou a ela quando sentiu que seu beijo não era correspondido – Não gostou de saber que vai atuar comigo?
_ Não é isto...Foi este seu comentário. Você já tinha planejado tudo isto, não? A atriz iniciante que vai prá cama com o produtor e consegue o papel que tanto sonha. È fácil para você conseguir as mulheres que deseja tendo este poder de persuasão...
Ela viu a expressão alegre de antes se alterar para muito séria no rosto de Gerry.
_ Não. Eu não planejei nada disto. Nunca pensei que você ou qualquer outra pessoa pudesse pensar isto de mim – Ele estava realmente surpreso e aborrecido com o que Daniela dissera – Sinto muito se fiz você imaginar que queria me aproveitar de você.
O modo como ele estava reagindo fez Daniela arrepender-se imediatamente do que acabara de dizer.
_ Gerry...Eu...
_ Melhor você se ajeitar. Eu a levo até o hotel. Não precisa preocupar-se com o teste. Ele vai sair de qualquer maneira – disse friamente, sem olhá-la nos olhos, já se levantando do chão onde estavam.
_ Gerard! Me desculpe. Eu não queria dizer isto...
_ Então, não devia ter dito – falou, enquanto vestia sua camisa e caminhava em direção à área íntima do apartamento.


Daniela queria morrer, mas não falou nada. Ela conseguira estragar tudo. Nunca mais ele ia querer vê-la. Levantou-se e foi juntar suas roupas que estavam espalhadas sobre o tapete da sala. Tentava segurar as lágrimas, mas não conseguiu. Vestiu-se e sentou-se no sofá. Quanto mais pensava no que acontecera, maior o seu desespero. Como pudera dizer aquilo ao homem que amava e com quem finalmente tinha tido uma inesquecível noite de amor?



Amanhã eu volto com mais agitos... Beijos!