2 de nov de 2011

Delícia de Halloween

(by Lucy♥)

Era noite do dia 31 de outubro. Desde o inusitado episódio ocorrido neste mesmo dia, mas há dez anos, eu não saía de casa nesta data. Contudo, depois de reiterados convites das minhas tão queridas amigas, não consegui me esquivar em ir à festa de Halloween.

Ao abrir o meu guarda-roupa, deparei-me com o lindo traje que eu havia usado naquele fatídico dia e, automaticamente, todas as lembranças voltaram à minha cabeça. Lembrei-me de haver encontrado o homem mais lindo que eu havia conhecido, portador de uma sensualidade tão grande que fez os pelos do meu corpo se arrepiarem apenas com um olhar.



Ele possuía a boca mais espetacular do universo, a voz encantadora e um olhar hipnotizante, profundo, mas em certo instante, seus maravilhosos olhos verdes tornaram-se vermelhos e, então, vivenciei os momentos mais frenéticos, intensos e maravilhosos de amor que uma mulher poderia almejar. Depois, tudo se apagou da minha mente e, ao acordar no hospital, fui informada de que havia adquirido uma estranha infecção que quase me levou à óbito, não fossem os insistentes cuidados do Dr. Mark Sloan e também a resistência do meu corpo em aceitar uma quantidade inacreditável de transfusão de sangue.



Senti-me tonta e aproximei-me da janela em busca de ar. Refeita dessa súbita lembrança do passado, fui até o meu baú, decidida a vestir algum tipo de fantasia. Optei pela de bruxa que consistia em um vestido preto de alças, com decote em V, a barra repicada e que emoldurava o meu corpo. Era uma roupa discreta, bem ao estilo que eu queria para aquele momento. Quando já ia saindo, lembrei-me de colocar um lenço em volta do meu pescoço, pois não queria dar vazão em adquirir, novamente, aquele desconhecido vírus que me fez ter tantas alucinações. Confesso que o lenço não ficou tão bem, mas como era uma festa à fantasia, as pessoas iriam pensar que fazia parte daquele pitoresco contexto.


Ao chegar à festa, as minhas amigas me receberam com uma imensa alegria. O salão estava repleto de pessoas fantasiadas, todas muito alegres, a festa estava esfuziante. Passados uns quinze minutos, comecei a ter uma sensação de que estava sendo observada, mas não consegui encontrar quem era o observador. Achei que fosse coisa da minha cabeça, talvez algum resquício de síndrome do pânico da situação de outrora. Resolvi pegar uma bebida, pois apesar de não ser muito ligada a bebidas, certamente aquela iria me acalmar, fazer esquecer aqueles receios.


Quando fui dar o primeiro gole, um homem alto, moreno, aproximou-se de mim e retirou o copo de minha mão. Ele estava fantasiado de lobo, tinha o corpo coberto por uma fantasia recheada de pelos, mas o seu rosto estava descoberto. Ele era muito bonito, tinha um olhar terno. Ele me disse que aquela não era uma hora para beber, mas que certamente seria um bom momento para uma dança. Ele sorriu e o seu sorriso tinha certa inocência, ele passava uma confiança grande.


Ele foi me puxando até o meio do salão, onde as pessoas dançavam e, colando o seu corpo ao meu, me embalou ao ritmo da música que tocava. Foram momentos muito prazerosos, mas após vinte minutos de dança, voltei a ter a sensação de que alguém estava me observando. Foi quando Alcide (esse era o seu nome) sussurrou em meu ouvido que eu deveria voltar a minha casa e não permitir que ninguém entrasse lá, conhecido ou não, pois o mal sabe se disfarçar, tem muitas faces. Eu ri, achei aquela frase de certo humor negro, mas que se encaixava à ocasião. Todavia, ele olhou nos meus olhos e, nesse momento, percebi que algo realmente estava errado.



Ele começou a suar e senti a sua musculatura ficando mais rígida. Disse-me que tínhamos que ir embora, pois seus instintos estavam prenunciando a presença de criaturas perniciosas. Por mais estranho que fosse, acreditava no que ele estava falando. Estava disposta a sair com ele quando, de repente, começou um grande tumulto na festa, os indivíduos se estranhavam e discutiam, batiam uns nos outros. Até como um modo de defesa, as pessoas que não estavam dispostas a entrar na discussão começaram a se amontoar num canto, dando início a um grande empurra-empurra que acabou fazendo com que eu me perdesse de Alcide. Ainda procurei-o por alguns instantes, mas não consegui mais localizá-lo. Resolvi que já era hora mesmo de ir embora, mormente porque depois daquela arruaça, nem havia clima para se festejar algo.

Estava saindo do salão quando uma de minhas amigas se aproximou de mim e, vendo que eu estava mesmo disposta a voltar para casa, disse-me que achava melhor se eu não fosse sozinha. Como ela queria continuar na festa, apresentou-me dois amigos que, segundo ela, faziam questão de me acompanhar. Seus nomes eram: Bill e Eric e fantasiavam-se de vampiros.




Fomos caminhando para casa, sendo ladeada pelos dois rapazes. Eles eram dois homens muito bonitos, tinham um olhar que causava grande fascínio em mim, não conseguia deixar de olhá-los. Eric era alto, corpo bem atlético, loiro, tinha o tipo físico que eu adorava quando era adolescente, como os garotos que surfavam e desfilavam o brilho do sol em seus cabelos. Bill, de outro lado, tinha os cabelos castanhos e olhos muito expressivos, parecia mais maduro, sentia-me ligeiramente mais atraída por ele. Entretanto, havia um clima tão grande de sedução no olhar, na boca, nos corpos desses dois rapazes que acho que nenhuma garota conseguiria resistir aos seus encantos.


Em certo instante, Eric envolveu minha cintura com seus braços, pegando-me por trás, enquanto Bill tocou meu rosto e cabelos com suas mãos. Senti o meu coração descompassar, acelerar. Fiquei nervosa com aquela situação, com aqueles dois homens tão lindos e charmosos me cobiçando, naquela rua erma e escura. Tentava me desvencilhar daquelas mãos sedutoras, sem causar mais constrangimento, pois eles eram amigos da minha amiga, deveria estar havendo algum mal entendido. Quando percebi que os avanços estavam ficando mais quentes, tentei empurrá-los com toda a força que eu tinha, mas isso não fez sequer com que eles movessem um músculo do lugar.

Fiquei aflita, não sabia como iria conseguir sair daquela situação. De súbito, ouvi altos uivos e, virando o rosto para o lado esquerdo, vi que em nossa direção estavam se aproximando três lobos enfurecidos. Pensei que havia chegado o meu fim. Bill e Eric ficaram à minha frente, como se estivessem me protegendo. De repente, para minha estupefação, o lobo que estava à frente transformou-se no Alcide que, completamente desnudo, olhou fixamente para mim e só teve tempo para dizer para eu correr e não parar. Em seguimento, retornou ao estado animal e avançou, com outros lobos, em direção aos rapazes. Eu já ia sair correndo, quando Eric segurou firme a minha mão e, nesse instante, vi duas presas acrescerem de seus dentes. Fiquei perplexa, tudo aquilo acontecendo novamente, a história de vampiros, não poderia ser. Um dos lobos pulou sobre Eric que, por uma tendência natural, largou a minha mão para se defender, momento em que aproveitei para fugir.


Eu estava aterrorizada, tonta, nauseada, achava que estava tendo mais alucinações. Só queria ir a minha residência o mais rápido possível e me entupir de calmantes. Quando eu estava a três quarteirões da minha casa eu parei, exausta, já não tinha mais fôlego para correr. Sabia que não podia parar, mas o terror das últimas cenas havia esgotado todas as minhas forças. Abaixei a minha cabeça e comecei a chorar em desespero, ali mesmo na rua. Após alguns segundos, como por encanto, um carro estacionou bem à frente onde eu estava. Só ouvi a voz do homem que o conduzia, perguntando-me se eu gostaria de uma carona.



A voz... Sim, parecia-me que eu já a conhecia. Era uma voz suave, mas firme, era música aos meus ouvidos. Ele saiu do carro e abriu a porta, oferecendo-me ajuda. Impulsivamente, olhei para o rapaz e me maravilhei com aquela imagem: ele era alto, másculo, os cabelos estavam soltos, aloirados. Os olhos eram cor de mel, mas a intensidade daquele olhar também me era muito familiar. Tudo nele era muito fascinante. Estranhamente, meu corpo deu uma sacudida e renovou-se. Não deu tempo para pensar em nada, apenas assenti ao convite e entrei no carro. Eu imaginei que se todo o contexto havia sido apenas alucinação, já que lobisomens e vampiros não existem, então também aquele homem era fruto da minha imaginação. Mas ele era tão doce, gentil. Ao seu lado, sentindo o meu corpo fervendo de desejo, sentia-me forte, estranhamente em paz.



Eu não conseguia deixar de olhar para ele, a química entre nós era potente, a nossa sintonia era total. Tudo o que eu estava sentindo me levava a recordar o que houvera sentido no outro 31 de outubro, quando ‘supostamente’ havia encontrado o tal vampiro. Eles eram absolutamente iguais, a minha imaginação estava novamente brincando comigo. No entanto, o homem que me acompanhava era mais maduro, seus cabelos mais claros e olhos tinham cor de mel. Contudo, o olhar era o mesmo, profundo, intenso. E a boca, ah, a boca era idêntica. Não entendia como poderia ter havido essas transformações, mas eu estava quase certa de que poderia se tratar da mesma pessoa.


Chegamos a minha casa e ele me acompanhou até a porta. Eu abri a porta, entrei e fiquei olhando para ele, estagnado do lado de fora. Ele me encarou e foi como se entrasse dentre mim, apenas com o seu olhar. Em ato contínuo, ele abaixou os olhos e finalmente revelou os seus olhos verdes, que estavam escondidos sobre lentes de contato cor de mel. Todas as minhas dúvidas dissiparam-se: era ele mesmo!


Ele sorriu e falou que eu continuava deliciosamente linda e que havia sentido muito a minha falta. Explicou-me que não queria me assustar, mas não aguentava mais a minha ausência em sua vida. Disse que aos vampiros é dada a oportunidade de envelhecer ou rejuvenescer, conforme o intento de cada um e que, da sua forma atual, sentia-se mais viril, mais adequado para me acompanhar. Sua pele, não mais empalidecida, era fruto de um suave bronzeamento artificial que o fazia ficar mais parecido aos mortais.

Enfim, ele falava com muita doçura e o meu coração parecia que ia explodir. Seus olhos me fitavam com desejo, eu podia sentir e ver em seu corpo o desejo tomar conta dele, por inteiro. Ele ia me explicando tudo o que eu precisava saber para sanar as minhas dúvidas, mas na verdade, eu só queria correr para abraçá-lo, sentir a sua boca tocar os meus lábios, a minha pele. Meus hormônios estavam em ebulição, meu sangue fervia, eu estava completamente inebriada com tantas emoções. Finalmente, e com muita seriedade, ele me disse que aquela poderia ser a última vez que eu o veria ou, então, seria o início de uma nova vida para mim ao lado dele. Tudo o que ele precisava saber é se eu o convidava para entrar em minha casa.

Eu tinha conhecimento de que ele precisava da minha autorização para ingressar em meu lar. Lembrei-me do conselho de Alcide, entendi o que ele queria me dizer. Sabia que estava correndo um perigo extremo, mas tinha certeza de que desse perigo eu não queria mais escapar... De forma resoluta, disse um sôfrego “sim” e, no instante imediatamente posterior, ele me enlaçou em seus braços e nos levitou até as margens de uma formosa prainha, foi como num piscar de olhos.Todavia, não tive medo, sentia-me inexplicavelmente segura, feliz, como se tivesse finalmente encontrado o meu lugar, o meu destino.

Ele me beijou com ardor, meu corpo inteiro estremeceu, amoleceu. Em seguida, ele retirou sua camisa, revelando seu peito másculo e braços fortes e, então, eu removi o lenço do meu pescoço e entreguei-me a ele, de corpo e alma.
Ele beijou o meu corpo inteiro, começando pela boca. Quando beijou o meu pescoço, preparei-me para receber a sua mordida, mas ele se conteve e, em ato contínuo, abriu o zíper do meu vestido, fazendo-o cair ao chão, deixando-me tão somente de calcinha. Iniciou uma sessão de beijos e carícias com a língua em meus seios enturgecidos, enquanto retirava a minha única peça de roupa, apertando a parte interna das minhas coxas, o que me fez soltar gemidos incontroláveis de prazer. Depois, voltou-se ao meu ventre, indo até a minha genitália, onde se demorou, deleitando-me, torturando-me, fazendo crescer em mim a ânsia por tê-lo por completo em meu corpo.



A cada beijo, carícia e toque dele, tudo ficava mais luxuriante. Sentia-me completamente abrasada e, em continuidade, comecei também a oferecer-lhe mais prazer. Urgia sentir o sabor de seu corpo e, naturalmente, busquei o seu membro já ereto. Era a primeira vez que fazia aquilo, não havia tido muitos namorados e, na verdade, nunca havia me sentido à vontade para isso. Mas, dessa vez, a minha sede surgiu naturalmente, incontrolavelmente. À medida que o sugava, com vigor, olhava em seus olhos e via o seu corpo em absoluto êxtase. Incontido, ele parecia buscar o ar, se contraia, sorria, seus olhos aprovavam a minha iniciativa. De repente, ele segurou os meus braços e inverteu a posição, deixando-me por baixo. Olhou-me com um carinho tão grande que me fez sentir como se eu fosse a dona do mundo, a sua dona.

Ele estava ousado, sentia em seus movimentos o explodir da voluptuosidade que delatava o seu desejo de devorar-me sem mais demora. Ele afastou as minhas pernas, enlaçando-as com as dele e, enquanto me beijava vorazmente, pressionou o seu membro contra a minha intimidade. Foi a maior e mais completa sensação de prazer e união que eu havia sentido, algo inimaginável. Estávamos conectados, éramos um só dançando freneticamente, lascivamente sob a luz tímida da lua. Ao final, quando o sol já estava para nascer, absolutamente exauridos, deixamos os nossos corpos cair ao sabor da gravidade, momento em que recostei a minha cabeça em seu peito tão gostoso. Não podia acreditar que toda aquela magia estava acontecendo na minha vida: havia achado alguém que me completava, que acrescia felicidade a minha vida, um homem que havia me encontrado e esperado pacientemente por mim.

Passado uns instantes, ele olhou-me de forma amável e suplicante e eu compreendi que chegara o momento, ele não conseguia mais controlar o seu instinto, a necessidade de adicionar a minha alma a dele gritava em seu íntimo. Ele passou carinhosamente a mão sobre o meu cabelo, eu sabia que buscava o meu pescoço. Murmurou, mais uma vez, se eu estava certa da minha decisão. Eu sorri para ele e falei que não tinha mais medo, nem dúvidas, havia encontrado o meu grande e eterno amor.



Senti os seus dentes cravarem fundo a minha carne, num misto de dor e paixão. Então, eu compreendi que não haveria mais sofrimento, dor, nem medo em minha vida. Eu percebi que, a partir daquele instante, eu seria feliz para todo o sempre...


~~~FIM~~~


Pois é, amigas gerryanas,
espero que tenham gostado e se divertido com a mini-fic.
Como já fazia muito tempo que eu não escrevia nada, e acabamos de passar pelo Halloween, tive essa idéia e achei que merecia tb tirar umas casquinhas com o Sloan, Bill, o Eric e o Alcide...


É a aplicação da velha regra:
já que não dá pra vivenciar,
vamos sonhar alto que ainda é permitido!



Mas, para mim, o Gerry sempre esteve
e estará no topo:
é o homem mais sedutor
e maravilhosamente lindo do universo!!!



Mil e um beijinhos, recheadinhos de carinho,
da
♥Lucy♥